Quesitos técnicos precisam estar ligados ao objeto da perícia
Um bom quesito não é apenas uma pergunta técnica genérica. Ele deve considerar o objeto pericial, os pontos controvertidos, os documentos disponíveis e aquilo que precisa ser esclarecido para apoiar a compreensão técnica do caso.
A formulação adequada ajuda a organizar a investigação e a reduzir respostas vagas ou desconectadas do problema efetivamente discutido.
Como estruturamos os quesitos
- leitura do objeto e da controvérsia técnica;
- análise dos documentos relevantes;
- identificação de hipóteses, causas e limitações que precisam ser verificadas;
- formulação de perguntas objetivas, verificáveis e tecnicamente pertinentes;
- revisão de coerência e sequência lógica.
Exemplos de temas que podem exigir quesitos específicos
Origem de infiltrações, fissuras e deformações; compatibilidade entre dano e causa alegada; qualidade de execução; preexistências; manutenção; intervenções posteriores; aderência a projeto; critérios de reparo; extensão dos danos; relação entre evento e consequência.
Objeto
O quesito precisa investigar o que realmente está dentro da perícia.
Evidência
Perguntas devem buscar constatações e critérios verificáveis.
Clareza
Redação técnica sem excesso de ambiguidade ou direcionamento impróprio.
Perguntas frequentes
Quesitos podem ser elaborados antes da vistoria?
Sim. Normalmente são formulados a partir do objeto, dos autos e dos documentos disponíveis antes da diligência pericial.
É possível revisar quesitos já preparados pelo escritório?
Sim. Podemos revisar pertinência técnica, clareza, redundâncias e eventuais lacunas.
Quesitos complementares podem ser necessários depois?
Dependendo do andamento da prova e dos esclarecimentos apresentados, podem surgir pontos adicionais que exijam novas perguntas técnicas.